{"id":1330,"date":"2023-08-23T11:51:26","date_gmt":"2023-08-23T14:51:26","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1330"},"modified":"2025-07-02T15:47:21","modified_gmt":"2025-07-02T18:47:21","slug":"quais-os-principais-mitos-no-ensino-de-pronuncia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/quais-os-principais-mitos-no-ensino-de-pronuncia\/","title":{"rendered":"Quais os principais mitos no ensino de pron\u00fancia?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Quais os principais mitos no ensino de pron\u00fancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que j\u00e1 entendemos o que \u00e9 <strong>pron\u00fancia<\/strong>, passamos a pensar um pouco em sua did\u00e1tica e, principalmente, nos erros e mitos mais comuns em seu ensino.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mito #1 &#8211; Pron\u00fancia \u00e9 um conte\u00fado avan\u00e7ado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um mito que a aprendizagem da pron\u00fancia \u00e9 complicada, trabalhosa, e que somente alunos em n\u00edveis avan\u00e7ados s\u00e3o capazes &#8211; se o s\u00e3o &#8211; de domin\u00e1-la. Al\u00e9m disso, podemos observar, comumente, cursos de ingl\u00eas e materiais did\u00e1ticos separarem aulas e li\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas para o estudo mais detalhado dos aspectos de pron\u00fancia. No entanto, ao contr\u00e1rio do que essa cren\u00e7a e pr\u00e1tica demonstram, a pron\u00fancia pode e deve ser trabalhada de maneira acess\u00edvel e coerente com alunos iniciantes. \u00c9 importante, ent\u00e3o, a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos aprendizes para o sons e os fen\u00f4menos da l\u00edngua estrangeira desde o in\u00edcio de seu processo de aprendizagem; pois assim, al\u00e9m de construirmos uma consci\u00eancia fon\u00e9tica e fonol\u00f3gica, podemos evitar a naturaliza\u00e7\u00e3o de erros que podem comprometer a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mito #2 &#8211; Falar bem \u00e9 falar como um nativo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um outro mito no ensino de pron\u00fancia \u00e9 a cren\u00e7a de que um bom falante de l\u00edngua estrangeira fala ou deve falar como um nativo. Essa ideia parte da perspectiva de que a pron\u00fancia de pessoas nativas \u00e9 mais desenvolvida, ou mesmo um modelo. No entanto, al\u00e9m de n\u00e3o ser poss\u00edvel &#8211; ou positivo &#8211; nos livrarmos completamente de nossos sotaques, no caso da l\u00edngua inglesa, em vista da sua popularidade e uso em diversos pa\u00edses, n\u00e3o devemos tratar a pron\u00fancia de todos os falantes como iguais ou mesmo parecidas &#8211; ao contr\u00e1rio, temos a responsabilidade de respeitar as subjetividades de cada varia\u00e7\u00e3o e indiv\u00edduo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por esta raz\u00e3o, educadores enxergam os falantes de ingl\u00eas, com base na maneira em que adquirem a l\u00edngua, e separam-os em diferentes grupos: aqueles que t\u00eam o ingl\u00eas como l\u00edngua materna (pertencentes ao <em>Inner Circle<\/em>); segunda l\u00edngua (<em>Outer Circle<\/em>); ou mesmo l\u00edngua estrangeira (<em>Expanding Circle<\/em>) (Kachru, 1985); como mostra a imagem abaixo:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXe9pzXX5Q2fZTC7gQ24Gse8wS87gc9gm8t-eWA2HzuNHhXdMGQkGeE-CFQleMgrTdtlQtQTO2V7SItR6IlfZplTeLyhMC4TCRlbFdY7ZDMZokHohcC4DS76p_YNdrGlPebqCnWCSg?key=YKcP6Zw0f5sXoT7-inZS_P9f\" alt=\"\" style=\"width:568px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Por estarmos todos em grupos diferentes, devemos entender que podem ser compreendidos como nativos apenas aqueles que pertencem ao <em>Inner Circle<\/em>, estando ainda os indiv\u00edduos do <em>Outer Circle <\/em>mais pr\u00f3ximos da l\u00edngua nativa do que aqueles pertencentes ao <em>Expanding Circle<\/em>. Ademais, pela propor\u00e7\u00e3o desses grupos, representados na imagem, podemos ainda reconhecer que existem mais falantes estrangeiros do que nativos do ingl\u00eas &#8211; o que, por um vi\u00e9s quantitativo, contrariaria, novamente, o mito do falante nativo como modelo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, torna-se papel do professor conscientizar seus alunos a respeito desses conhecimentos, enfatizando que uma pron\u00fancia alvo seria aquela que melhor permitisse a comunica\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o uma tal qual a de um nativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mito #3 &#8211; S\u00f3 existem o ingl\u00eas americano e brit\u00e2nico&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, \u00e9 tamb\u00e9m um mito no ensino e aprendizagem do ingl\u00eas que as varia\u00e7\u00f5es estadunidense e brit\u00e2nica s\u00e3o as \u00fanicas formas &#8211; ou mesmo as corretas &#8211; de pronunciar a l\u00edngua. \u00c0 vista disso, \u00e9 muito comum cursos e materiais de l\u00edngua inglesa repreenderem seus alunos pelo uso de uma pron\u00fancia diferente &#8211; at\u00e9 mesmo em variedades de certo prest\u00edgio (como a canadense e a australiana) &#8211; quando elas n\u00e3o seguem os padr\u00f5es americanos ou brit\u00e2nicos. Da mesma maneira, essa corre\u00e7\u00e3o sem fundamento, quando feita incorreta e frequentemente, pode implicar em situa\u00e7\u00f5es desconfort\u00e1veis ou at\u00e9 mesmo em constrangimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois, \u00e9 importante, sempre que poss\u00edvel, a men\u00e7\u00e3o \u00e0s diversas possibilidades de pron\u00fancia de certos fonemas (alofones), bem como a ressalva de que o objetivo do ensino e aprendizado da pron\u00fancia \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o &#8211; que contempla n\u00e3o somente a fala, mas tamb\u00e9m a compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que voc\u00ea, professor \/ futuro professor, j\u00e1 viu quais s\u00e3o os erros mais comuns do ensino e aprendizagem de pron\u00fancia, veja nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas do projeto como ter uma pr\u00e1tica mais adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alve<\/strong>s e <strong>Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Vitor Magalh\u00e3es Dias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem por <strong>Profa. Dra. Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais os principais mitos no ensino de pron\u00fancia? Uma vez que j\u00e1 entendemos o que \u00e9 pron\u00fancia, passamos a pensar um pouco em sua did\u00e1tica e, principalmente, nos erros e mitos mais comuns em seu ensino. Mito #1 &#8211; Pron\u00fancia \u00e9 um conte\u00fado avan\u00e7ado \u00c9 um mito que a aprendizagem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"class_list":["post-1330","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1330"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1330\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1801,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1330\/revisions\/1801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}