{"id":1332,"date":"2023-08-23T11:52:32","date_gmt":"2023-08-23T14:52:32","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1332"},"modified":"2025-07-02T15:53:58","modified_gmt":"2025-07-02T18:53:58","slug":"como-e-quando-ensinar-pronuncia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/como-e-quando-ensinar-pronuncia\/","title":{"rendered":"Como e quando ensinar pron\u00fancia?"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma vez que j\u00e1 vimos os mitos e os erros mais comuns tidos no ensino de pron\u00fancia de ingl\u00eas, podemos partir, agora, para alguns m\u00e9todos e abordagens de ensino que consideramos mais inclusivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando e por quais meios ensinar a pron\u00fancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos que<strong> <\/strong>um dos mitos mais comuns em rela\u00e7\u00e3o ao ensino de pron\u00fancia era aquele de que aulas de l\u00edngua estrangeira (LE) apenas deveriam abordar os aspectos da fon\u00e9tica e da fonologia, com mais foco em n\u00edveis mais avan\u00e7ados de cursos e materiais did\u00e1ticos. No entanto, \u00e9 importante refor\u00e7ar que o ensino de pron\u00fancia deve estar presente em aulas de LE desde os est\u00e1gios mais iniciantes, da mesma forma que \u00e9 importante entendermos que a apresenta\u00e7\u00e3o desses aspectos pode aparecer nesses n\u00edveis de diferentes formas e com diferentes prop\u00f3sitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, quando um indiv\u00edduo inicia seu processo de aprendizagem de LE, ele traz consigo uma s\u00e9rie de conhecimentos pr\u00e9vios (lingu\u00edsticos e culturais) de sua l\u00edngua materna \u00e0 sala de aula. Consequentemente, nesse primeiro momento, ser\u00e1 natural que o ensino de pron\u00fancia tenha o papel de introduzir o aluno aos <strong>fones<\/strong> da LE e incentivar o reconhecimento de poss\u00edveis transfer\u00eancias fon\u00e9ticas\/fonol\u00f3gicas de sua l\u00edngua materna para as varia\u00e7\u00f5es do dado idioma estrangeiro, de forma a habitu\u00e1-lo com tais quest\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, para n\u00f3s, brasileiros, o sons do <strong>th<\/strong> do ingl\u00eas, que n\u00e3o existem no portugu\u00eas, possuem maior complexidade de execu\u00e7\u00e3o; por isso, nesse obst\u00e1culo lingu\u00edstico, nos seria disposto dicas e subs\u00eddios para a pronuncia\u00e7\u00e3o de tais sons &#8211; o mesmo pode acontecer com o acr\u00e9scimo de vogais ap\u00f3s finais consonantais, comum no portugu\u00eas e inexistentes no ingl\u00eas (sendo, assim, um h\u00e1bito que transferimos de nossa l\u00edngua materna). Dessa maneira, j\u00e1 nesses impasses lingu\u00edsticos mais iniciantes, visando a comunica\u00e7\u00e3o, surgiria o ensino de pron\u00fancia tal qual um meio de sensibiliza\u00e7\u00e3o e refor\u00e7o do aprendiz \u00e0quela l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma an\u00e1loga, o ensino de pron\u00fancia tamb\u00e9m pode partir da apresenta\u00e7\u00e3o de diferentes <strong>alofones<\/strong> na introdu\u00e7\u00e3o de novos vocabul\u00e1rios, para apresentar segmentos sonoros diversos e at\u00e9 mesmo a no\u00e7\u00e3o de variedade lingu\u00edstica. Portanto, quando ensinando sobre diferentes vocabul\u00e1rios e express\u00f5es do idioma estrangeiro, uma possibilidade na abordagem desse conte\u00fado &#8211; que portaria consigo obrigatoriamente j\u00e1 uma pron\u00fancia &#8211; seria a exposi\u00e7\u00e3o de diferentes formas de enunciar aquela palavra\/express\u00e3o. Exemplificando: ao apresentar a palavra <em>tomato<\/em>, poder\u00edamos tamb\u00e9m expor as diferentes maneiras de pronunciar o termo (t\u0259\u02c8m\u0251\u02d0t\u0259\u028a \/ t\u0259\u02c8me\u026a\u02ccro\u028a).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma informa\u00e7\u00e3o nessa perspectiva se destaca: enquanto falantes de uma l\u00edngua estrangeira, podemos escolher a variedade com a qual mais nos identificamos e a que preferimos pronunciar; no entanto, n\u00e3o escolhemos aquela que iremos ouvir. Pois, com isso, entendemos que o conhecimento da pron\u00fancia e das diferen\u00e7as entre variedades lingu\u00edsticas \u00e9 importante e deve ser trabalhado desde n\u00edveis mais introdut\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais devem ser os reais objetivos do ensino de pron\u00fancia e como atingi-los?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Partindo de uma perspectiva <strong>comunicativa<\/strong> do ensino e aprendizagem de l\u00edngua estrangeira, isto \u00e9, de uma no\u00e7\u00e3o de que a l\u00edngua serve principalmente para a comunica\u00e7\u00e3o, torna-se importante no trabalho com a pron\u00fancia de ingl\u00eas, enfocar principalmente a troca de informa\u00e7\u00f5es naquela l\u00edngua, e n\u00e3o somente as similaridades de certas enuncia\u00e7\u00f5es \u00e0s de um nativo ou a varia\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio. Para tanto, como docentes respons\u00e1veis pelo ensino desses conhecimentos, faz-se importante a aten\u00e7\u00e3o e flexibiliza\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes formas e singularidades de cada indiv\u00edduo ao usar sua l\u00edngua materna e tamb\u00e9m a estrangeira &#8211; as quais n\u00e3o devem ser repreendidas enquanto n\u00e3o comprometerem a comunica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ainda partindo dessa mesma perspectiva, podemos tamb\u00e9m tomar no\u00e7\u00e3o do uso de materiais aut\u00eanticos (aqueles que n\u00e3o foram desenvolvidos por editoras especificamente para o ensino do idioma). S\u00e3o exemplos, filmes, s\u00e9ries e m\u00fasicas, que podem trazer, de forma mais din\u00e2mica, contextual e acess\u00edvel, o reconhecimento de diferentes aspectos fon\u00e9ticos e fonol\u00f3gicos<strong>. <\/strong>Assim, para trabalhar com alunos mais iniciantes o sons do<strong> th<\/strong><em> (<\/em>\u03b8, \u00f0<em>)<\/em>, como j\u00e1 foi mencionado, poderiam ser utilizadas diferentes m\u00fasicas (como <em>Without me<\/em>, de \u201cHalsey\u201d, ou <em>Sweater Weather<\/em>, de \u201cThe Neighbourhood\u201d), que por sua popularidade poderiam ser de conhecimento dos alunos, e que tamb\u00e9m trazem consigo uma s\u00e9rie de vocabul\u00e1rios com os fonemas em quest\u00e3o. Dessa forma pode haver na sala de aula um maior incentivo ao acesso desses sons cotidianamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, podemos compreender que o ensino da pron\u00fancia pode ocorrer de formas e com prop\u00f3sitos distintos, desde n\u00edveis iniciantes e intermedi\u00e1rios do aprendizado da LE, e n\u00e3o somente naqueles mais avan\u00e7ados. Sabemos agora, tamb\u00e9m, que este ensino deve mirar na comunica\u00e7\u00e3o e, pois, pode utilizar de tecnologias e materiais aut\u00eanticos para tanto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 tem um panorama do como ensinar a pron\u00fancia corretamente, v\u00e1 para as pr\u00f3ximas abas do projeto e veja como fomentar melhor este ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong> e <strong>Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Raffael Sansivieri Franco de Godoy<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma vez que j\u00e1 vimos os mitos e os erros mais comuns tidos no ensino de pron\u00fancia de ingl\u00eas, podemos partir, agora, para alguns m\u00e9todos e abordagens de ensino que consideramos mais inclusivas. Quando e por quais meios ensinar a pron\u00fancia? Vimos que um dos mitos mais comuns em rela\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1332","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1332"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1802,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1332\/revisions\/1802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}