{"id":1480,"date":"2024-05-02T16:04:39","date_gmt":"2024-05-02T19:04:39","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1480"},"modified":"2025-07-02T16:40:21","modified_gmt":"2025-07-02T19:40:21","slug":"ensino-de-pronuncia-e-inteligibilidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/ensino-de-pronuncia-e-inteligibilidade\/","title":{"rendered":"Ensino de Pron\u00fancia e Inteligibilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Para refletirmos sobre como ensinar pron\u00fancia de forma democr\u00e1tica e did\u00e1tica, devemos, antes, priorizar quais aspectos, fen\u00f4menos e sons devemos ensinar. Sobre isso, muitos estudiosos na \u00e1rea do ensino-aprendizagem de pron\u00fancia de l\u00edngua inglesa (LI) defendem que a Fon\u00e9tica e a Fonologia devem ser ensinadas para e com prop\u00f3sitos comunicativos &#8211;&nbsp; seja para a compreens\u00e3o, seja para fazermo-nos compreens\u00edveis. Assim, surge a no\u00e7\u00e3o do termo <em>Inteligibilidade<\/em> no ensino de pron\u00fancia de l\u00edngua estrangeira (LE).<\/p>\n\n\n\n<p>A Inteligibilidade \u00e9 descrita como a habilidade cognitiva que temos de identificar, estrutural e acusticamente, as palavras de uma fala no n\u00edvel mais simples de sua interpreta\u00e7\u00e3o\/escuta; isto \u00e9, a Inteligibilidade \u00e9 a nossa capacidade de reconhecer o que foi dito (palavra, frase, etc.) por outros falantes e vice-versa, sem recorrer \u00e0 decodifica\u00e7\u00e3o dos termos. Portanto, quando retomamos o conceito de Inteligibilidade, n\u00e3o nos referimos a processos complexos de interpreta\u00e7\u00e3o (como, por exemplo, a met\u00e1fora ou a meton\u00edmia), tampouco \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o dos significados mais convencionais \u00e0s palavras, mas sim \u00e0 capacidade do ouvinte de reconhecer, sem d\u00favidas ou estranhamentos maiores, a pronuncia\u00e7\u00e3o de determinado ato enunciativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ensino-aprendizagem de pron\u00fancia e de aspectos e fen\u00f4menos de pron\u00fancia em LI, a Inteligibilidade \u00e9 essencial, justamente, por priorizar a compreens\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o do aprendiz. Privilegiar esses conceitos, ainda mais de frente \u00e0 presen\u00e7a de uma L\u00edngua Franca tal como o ingl\u00eas (ELF \/ EIL), \u00e9 entender, tamb\u00e9m, que nem todos t\u00eam a mesma pron\u00fancia ou pertencem a um mesmo contexto. Respeitar a cultura e individualidade do aprendiz, uma vez que esse se fa\u00e7a entend\u00edvel, deve ser um dos principais norteadores no ensino da pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, tomamos no\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, de que nem todos os sons influenciam proporcionalmente na compreens\u00e3o de uma mensagem, ou seja, entendemos que a pron\u00fancia clara de alguns sons\/ritmos interferem mais no entendimento cognitivo da mensagem do que outros. \u00c9 a partir desse mesmo ponto de vista que a autora Jenkins (2002) criou o chamado <em>Lingua Franca Core<\/em> (LFC). O LFC \u00e9 um sistema \u2013 pautado no ELF \u2013 que parte do conceito de inteligibilidade para reunir os sons que mais interv\u00eam na comunica\u00e7\u00e3o (em contextos n\u00e3o nativos do ingl\u00eas). Em outras palavras, ensinar os sons que o LFC prioriza j\u00e1 pode ser uma forma de lecionar pron\u00fancia democraticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O LFC, apesar de n\u00e3o ser perfeito, prioriza o ensino de todas as vogais e consoantes (com exce\u00e7\u00e3o dos sons do \/ th \/ e do \/ l \/ ingl\u00eas em final de s\u00edlaba), e defende a pron\u00fancia do \/ r \/ americano (em oposi\u00e7\u00e3o a sua omiss\u00e3o em varia\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas) e do<em> <\/em>\/ t \/ brit\u00e2nico (vozeado na Am\u00e9rica do Norte). Para o ensino de pros\u00f3dia e dos aspectos suprassegmentais, compreende-se&nbsp; que o foco deve estar na t\u00f4nica frasal e em t\u00f4nica de contraste (chamadas tamb\u00e9m de proemin\u00eancia) &#8211; deixando de lado outros aspectos como o <em>connected speech<\/em>, a t\u00f4nica lexical e a entona\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, o que devemos apreender dessas propostas e m\u00e9todos de ensino? Primeiramente, carecemos entender que, para termos um ensino de pron\u00fancia de LI mais inclusivo, necessitamos antes focalizar na comunica\u00e7\u00e3o &#8211; para tanto serve o conceito de Inteligibilidade. Podemos, tamb\u00e9m, refletir que, uma vez sendo esses os nossos objetivos pedag\u00f3gicos, n\u00e3o faz sentido corrigir ou at\u00e9 mesmo constranger alunos que fizeram-se entend\u00edveis, apenas porque n\u00e3o pronunciaram em varia\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio. Dessa forma, devemos priorizar o ensino de sons que mais influenciam na compreens\u00e3o e na Inteligibilidade \u2013 como prop\u00f5e o LFC \u2013 mas tamb\u00e9m incluindo aqueles aspectos que esse m\u00e9todo deixa de lado. Afinal, ainda \u00e9 importante compreend\u00ea-los. Podemos, por exemplo, apresentar esses sons em conjunto com suas variedades e frisar a import\u00e2ncia de seu conhecimento j\u00e1 que, em algum momento, iremos ouvi-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 tem um panorama do como ensinar a pron\u00fancia de forma mais acess\u00edvel, v\u00e1 para as pr\u00f3ximas abas do projeto e veja, com mais detalhes e exemplos, como ensinar cada aspecto (segmental\/pros\u00f3dico) da pron\u00fancia do ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>JENKINS, Jennifer. <em>The phonology of English as an international language.<\/em> Oxford University Press, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong> e <strong>Profa. Dra.<\/strong> <strong>Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Raffael Sansivieri Franco de Godoy<\/strong> e <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para refletirmos sobre como ensinar pron\u00fancia de forma democr\u00e1tica e did\u00e1tica, devemos, antes, priorizar quais aspectos, fen\u00f4menos e sons devemos ensinar. 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