{"id":1813,"date":"2025-07-02T16:28:22","date_gmt":"2025-07-02T19:28:22","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1813"},"modified":"2025-07-02T16:28:23","modified_gmt":"2025-07-02T19:28:23","slug":"aparelho-fonador","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/aparelho-fonador\/","title":{"rendered":"Aparelho Fonador"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta p\u00e1gina do projeto \u2018Ensino de Pron\u00fancia\u2019, visamos apresentar e discutir os \u00f3rg\u00e3os da fala, presentes no aparelho fonador, para melhor compreens\u00e3o da qualidade ac\u00fastica dos sons. Desse modo, \u00e9 importante retomar alguns conceitos previamente abordados \u2013 como as diferencia\u00e7\u00f5es entre Fon\u00e9tica e Fonologia \u2013 a fim de que se torne poss\u00edvel a rela\u00e7\u00e3o entre o uso e entendimento deste tema para o ensino de pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 mencionamos anteriormente, a Fon\u00e9tica pode ser definida como o estudo do som quando utilizado na fala, com foco, principalmente, em suas quest\u00f5es fisiol\u00f3gicas e qualidades ac\u00fasticas, enquanto a Fonologia objetiva diferenciar os contextos em que os sons s\u00e3o aplicados dentro de uma l\u00edngua espec\u00edfica. Nesse caso, objetivando melhor conhecermos os \u00f3rg\u00e3os de fala e sua import\u00e2ncia para o ensino de pron\u00fancia, voltaremos nossa aten\u00e7\u00e3o, nesta p\u00e1gina, para os aspectos fisiol\u00f3gicos desses estudos (Fon\u00e9tica).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais detalhadamente, a Fon\u00e9tica pode ser compreendida a partir de tr\u00eas subdivis\u00f5es: a Fon\u00e9tica Articulat\u00f3ria (i); a Fon\u00e9tica Ac\u00fastica (ii) e a Fon\u00e9tica Auditiva (n\u00e3o discutida nesta p\u00e1gina). O primeiro estudo da Fon\u00e9tica (i) \u00e9 utilizado para investigar a maneira que os sons s\u00e3o produzidos, tendo seu foco nos movimentos do aparelho fonador para a produ\u00e7\u00e3o de sons; enquanto isso, o segundo (ii) busca entender as propriedades f\u00edsicas do som (ac\u00fastica). Nessa l\u00f3gica, situamos as reflex\u00f5es aqui apresentadas sobretudo dentro dos estudos da Fon\u00e9tica Articulat\u00f3ria (i), uma vez que abordaremos as caracter\u00edsticas do aparelho da fala e da produ\u00e7\u00e3o do som de modo geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, abaixo segue-se uma imagem e lista nomeando (em portugu\u00eas e ingl\u00eas) os principais \u00f3rg\u00e3os das cavidades bucal e nasal (que s\u00e3o utilizadas para a produ\u00e7\u00e3o de&nbsp; sons da l\u00edngua inglesa):<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXenVXvGqUpIpJPAai1c3WLobz000Z-TSVvjrE3SqRjtcxxEmKTYVAiCN3svxl_xz_AtKf490ALTv4urKibC5r_m6q13RmG54j7gjpE6RHDdUUYwwA9V7AvfsvreezcLnuqoOesboQ?key=sQaVBJbbHtoc5cYIEwWBKWEW\" alt=\"\" style=\"width:498px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1. Cavidade nasal (<em>nasal cavity<\/em>);&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>2. Cavidade oral (<em>oral cavity<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li>3. Faringe (<em>pharynx<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li>4. L\u00e1bios (<em>lips<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li>5. Dentes (<em>teeth<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li>6. Alv\u00e9olo (<em>alveolar ridge<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>7. Palato duro \/ \u201cc\u00e9u da boca\u201d (<em>hard palate \/ \u201croof of the mouth\u201d<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>8. Palato mole (<em>soft palate \/ velum<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>9. \u00davula (<em>uvula<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>10. Ponta da l\u00edngua (<em>tip of the tongue<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>11. L\u00e2mina da l\u00edngua (<em>blade of the tongue<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>12. Frente da L\u00edngua (<em>front of the tongue<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>13. Dorso da l\u00edngua (<em>back of the tongue<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>15. Epiglote (<em>epiglottis<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>16. Glote, cont\u00e9m as cordas vocais (<em>glottis, containing vocal folds<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>17. Traqu\u00e9ia (<em>trachea<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li>18. Es\u00f4fago (<em>oesophagu<\/em>s)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o sonora na cavidade oral inicia-se pelo ducto da traqueia (17), atrav\u00e9s de uma corrente de ar que se origina nos pulm\u00f5es. Essa corrente, conhecida como <em>egressive airstream<\/em>, passa&nbsp; pelas cordas vocais (16) para formar vibra\u00e7\u00f5es que, a depender da articula\u00e7\u00e3o dos outros \u00f3rg\u00e3os, resultam nos sons que conhecemos. Por exemplo, a epiglote (15), a parte traseira da l\u00edngua (13) e a faringe (3) geram os fones produzidos mais no fundo da boca \u2013 como os sons \/ q \/, \/ G \/ e \/ R \/ \u2013; enquanto a \u00favula e a cavidade nasal, podem formar os sons nasais \u2013 como \/ m \/, \/ \u0271 \/, \/ n \/, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, a glote e as cordas vocais emitem vibra\u00e7\u00f5es no ar para que sejam modificadas pelos mecanismos da fala (atrav\u00e9s de suas respectivas articula\u00e7\u00f5es). Dessa forma, a vibra\u00e7\u00e3o resultante desses \u00f3rg\u00e3os \u2013 a depender de como se movimentam \u2013, formar\u00e3o os sons conhecidos na l\u00edngua (em especial no ingl\u00eas). Nessa perspectiva, tanto os locais de articula\u00e7\u00e3o quanto o&nbsp; movimento desses \u00f3rg\u00e3os (analisado nas outras p\u00e1ginas deste projeto) influenciam na produ\u00e7\u00e3o sonora.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que compreendemos a produ\u00e7\u00e3o dos sons pelo aparelho fonador, tornamos \u00e0 d\u00favida acerca do seu ensino. A este respeito, ressaltamos o fato de que, no contexto da sala de aula, os alunos n\u00e3o precisam, obrigatoriamente, saber de todas as nomenclaturas aqui discutidas. Assim, os conceitos apresentados nesta p\u00e1gina podem, e devem, manter-se no campo do conhecimento (mesmo que em n\u00edvel mais b\u00e1sico) dos professores que ensinam pron\u00fancia, para que, no caso de d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o a sons espec\u00edficos, essas no\u00e7\u00f5es possam auxiliar em suas elucida\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARLEY, P.; MEES, I. M. <em>English phonetics and pronunciation practice<\/em>. Routledge, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>CAGLIARI, L. C. <em>Elementos de fon\u00e9tica do portugu\u00eas brasileiro<\/em>. Tese (Livre Doc\u00eancia) &#8211; Universidade Estadual de Campinas. Campinas, p. 192. 1981.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FRAGA, L. A pesquisa&nbsp; em&nbsp; fon\u00e9tica articulat\u00f3ria, ac\u00fastica e auditiva: no\u00e7\u00f5es elementares. <em>UniLetras<\/em>, v. 26, n. 1, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong> e <strong>Profa. Dra.<\/strong> <strong>Vivian N\u00e1dia Ribeiro De Moraes Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Nat\u00e1lia Rosalen De Castro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem por <strong>Renato da Silva Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta p\u00e1gina do projeto \u2018Ensino de Pron\u00fancia\u2019, visamos apresentar e discutir os \u00f3rg\u00e3os da fala, presentes no aparelho fonador, para melhor compreens\u00e3o da qualidade ac\u00fastica dos sons. 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