{"id":1827,"date":"2025-07-02T16:42:29","date_gmt":"2025-07-02T19:42:29","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1827"},"modified":"2025-07-02T16:42:29","modified_gmt":"2025-07-02T19:42:29","slug":"aspectos-segmentais-quais-sao-e-por-que-ensina-los","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/aspectos-segmentais-quais-sao-e-por-que-ensina-los\/","title":{"rendered":"Aspectos segmentais: quais s\u00e3o e por que ensin\u00e1-los?"},"content":{"rendered":"\n<p>O ensino gramatical na sala de aula de l\u00edngua inglesa (LI) como l\u00edngua estrangeira (LE) pode desenhar uma linha not\u00e1vel entre o que se apresenta como fundamental para a comunica\u00e7\u00e3o e o que pode ser um acess\u00f3rio para alcan\u00e7ar um discurso culto\/formal. Nesse sentido, poder\u00edamos pensar, por exemplo, que uma flex\u00e3o inadequada de plural n\u00e3o afetaria a mensagem na mesma inst\u00e2ncia que uma conjuga\u00e7\u00e3o verbal equivocada entre passados. No campo da Fon\u00e9tica e Fonologia, essa mesma l\u00f3gica ocorre, nos levando ao questionamento: <strong>quais aspectos da pron\u00fancia mais influenciam na comunica\u00e7\u00e3o e por que?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A base te\u00f3rica adotada por este projeto, como j\u00e1 discutido em outras se\u00e7\u00f5es, enxerga o ingl\u00eas como uma l\u00edngua internacional e, ent\u00e3o, heterog\u00eanea, plural e diversa. O ensino e aprendizagem de pron\u00fancia, logo, necessita ser pautado no conceito de <strong>inteligibilidade<\/strong> \u2013 que se refere \u00e0 capacidade de identifica\u00e7\u00e3o dos termos em uma senten\u00e7a, sem recorrer necessariamente a sua decodifica\u00e7\u00e3o \u2013 ao inv\u00e9s da reprodu\u00e7\u00e3o de variedades de prest\u00edgio. Nessa perspectiva, surge ent\u00e3o o <em>Lingua Franca Core <\/em>(LFC), proposto por&nbsp; Jenkins (2000).<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo te\u00f3rico do LFC d\u00e1 prioridade ao trabalho de certos aspectos fon\u00e9tico-fonol\u00f3gicos da l\u00edngua, conferindo que determinadas caracter\u00edsticas ac\u00fasticas n\u00e3o demonstram ser t\u00e3o fundamentais para a comunica\u00e7\u00e3o quanto outras. Um desses exemplos se d\u00e1 na dicotomia <strong>segmental<\/strong> <em>versus<\/em> <strong>suprassegmental<\/strong>, sendo o primeiro mais contemplado pelo LFC que o segundo. Chega-se, neste momento, a um segundo questionamento: <strong>o que s\u00e3o e por que ensinar aspectos segmentais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aspectos segmentais s\u00e3o unidades ac\u00fasticas, produzidas pelo aparelho fonador e que, quando pronunciadas de forma conjunta, resultam nos morfemas, palavras e textos de uma l\u00edngua. A maneira como s\u00e3o realizados os divide entre duas categorias maiores: <strong>vogais <\/strong>e <strong>consoantes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os segmentos consonantais configuram os sons produzidos em que h\u00e1 uma barragem (<em>blockage<\/em>) do ar que sai dos pulm\u00f5es, ou egressivo. Apesar desse bloqueio poder ser feito de diversas maneiras, e de dividir-se, assim, entre subcategorias (<em>manner<\/em> e <em>places of articulation<\/em>), eles ainda divergem-se amplamente dos segmentos voc\u00e1licos, os quais n\u00e3o obstruem, de maneira alguma, o ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa categoria segmental (segmento por segmento), se op\u00f5e a uma forma de an\u00e1lise conjunta (pros\u00f3dica, suprassegmental ou r\u00edtmica) da l\u00edngua, referente \u00e0 conex\u00e3o entre as unidades sonoras. Apesar de ambas demonstrarem-se importantes para a comunica\u00e7\u00e3o, reconhece-se a influ\u00eancia das qualidades segmentais para a identifica\u00e7\u00e3o da mensagem desde m\u00e9todos antigos de ensino-aprendizagem de l\u00edngua, como o Audiolingual.<\/p>\n\n\n\n<p>O LFC, portanto, postula que todas as consoantes, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos sons de th (\/\u03b8\/, \/\u00f0\/), e do <em>dark<\/em> \/l\/ \u2013 l norte-americano, produzido no palato \u2013, s\u00e3o essenciais para a comunica\u00e7\u00e3o efetiva. Apesar de existir determinada relativiza\u00e7\u00e3o para os sons voc\u00e1licos, frente a semelhan\u00e7as entre si, o mesmo ocorre: todas as unidades necessitam ser ensinadas\/aprendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A eventual troca de um segmento consonantal poderia resultar na n\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o de uma palavra, como tamb\u00e9m no reconhecimento trocado de um <strong>par m\u00ednimo<\/strong>. Pares m\u00ednimos s\u00e3o dois termos diferenciados apenas por um \u00fanico segmento sonoro, usualmente mas n\u00e3o exclusivamente consonantal, como, por exemplo, em <em>wine<\/em> e <em>vine<\/em>, ou <em>row<\/em> e <em>low<\/em>. \u00c9 o caso dos exemplos abaixo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Pat vs. Bat\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Fan vs. Van\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Sip vs. Zip\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Tie vs. Die\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Chip vs. Ship\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Cap vs. Gap\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Feet vs. Meet\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Thing vs. Sing\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Sue vs. Zoo\u00a0<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Pan vs. Ban\u00a0<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A profundidade dessa discuss\u00e3o aumenta quando se reconhece que muitos sons consonantais s\u00e3o produzidos da mesma maneira e no mesmo local de articula\u00e7\u00e3o, a diferenciar apenas da vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais no momento em que s\u00e3o realizados (\u00e9 o caso de \/p\/ e \/b\/; \/f\/ e \/v\/; \/s\/ e \/z\/; \/t\/ e \/d\/; \/k\/ e \/g\/; etc.).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz dessa complexidade, a se\u00e7\u00e3o das consonantais em nosso projeto se estrutura entre esses sons similares, utilizando-se recorrentemente do exemplo de pares m\u00ednimos, \u2013 como os apresentados acima \u2013 onde frequentemente ocorre o equ\u00edvoco comunicativo. A estrutura de cada p\u00e1gina perpassa por uma descri\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o dessas unidades sonoras (1), seguidas de sua influ\u00eancia em pares m\u00ednimos espec\u00edficos (2). Ao fim, abarca breves e pr\u00e1ticas s\u00ednteses sobre como podem ser trabalhados na sala de aula de LI (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas do Projeto &#8216;Ensino de Pron\u00fancia&#8217;, e veja voc\u00ea mesmo!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>JENKINS, Jennifer. <em>The phonology of English as an international language.<\/em> Oxford University Press, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Escrito por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por<strong> Profa. Dra. Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ensino gramatical na sala de aula de l\u00edngua inglesa (LI) como l\u00edngua estrangeira (LE) pode desenhar uma linha not\u00e1vel entre o que se apresenta como fundamental para a comunica\u00e7\u00e3o e o que pode ser um acess\u00f3rio para alcan\u00e7ar um discurso culto\/formal. 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