{"id":1833,"date":"2025-07-02T16:53:25","date_gmt":"2025-07-02T19:53:25","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1833"},"modified":"2025-07-02T16:53:26","modified_gmt":"2025-07-02T19:53:26","slug":"locais-de-articulacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/locais-de-articulacao\/","title":{"rendered":"Locais de Articula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta p\u00e1gina do projeto, objetivamos discutir, brevemente, os locais de articula\u00e7\u00e3o em que os sons mais comuns do ingl\u00eas podem ser produzidos. Buscaremos incluir, nesse estudo, alguns exemplos e dicas pr\u00e1ticas sobre o tema, como tamb\u00e9m abordar o ensino desses conhecimentos na aula de ingl\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Bilabial:<\/strong> esse local articulat\u00f3rio compreende o movimento dos l\u00e1bios, superior e inferior. Essa regi\u00e3o, cuja produ\u00e7\u00e3o sonora denominada como bilabial (conhecida em ingl\u00eas pelo mesmo nome), parte da ativa\u00e7\u00e3o, principal, do l\u00e1bio inferior, em contato com o superior externo da boca. Sons produzidos neste local incluem os sons \/ p \/, \/ b \/ e \/ m \/. Como exemplo pr\u00e1tico para esses sons, mencionamos a palavra <em>problem<\/em>, possuindo os tr\u00eas sons consonantais executados na regi\u00e3o (\/ p \/, \/ b \/ e \/ m \/).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Labiodental:<\/strong> com o mesmo nome em ingl\u00eas, e com o in\u00edcio no est\u00edmulo dos l\u00e1bios inferiores, em contato sutil com os dentes superiores frontais, essa regi\u00e3o articulat\u00f3ria inclui as consoantes \/ f \/ e \/ v \/. Como forma de exemplificar os sons presentes nessa regi\u00e3o, damos \u00eanfase \u00e0 palavra <em>favor<\/em>,<em> <\/em>que apresenta as duas consoantes previamente mencionadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Dental:<\/strong> com nomenclatura semelhante em l\u00edngua inglesa, essa regi\u00e3o parte do movimento da ponta da l\u00edngua, em contato sutil com os dentes superiores e inferiores frontais. Sons comumentes produzidos em tal local s\u00e3o os de \u201cth\u201d, em ingl\u00eas (\/ \u03b8 \/ e \/ \u00f0 \/). A explica\u00e7\u00e3o desses sons pode ser uma boa oportunidade para diferenciar os sons do th no ingl\u00eas, separando-os em vozeado e desvozeado, como nas palavras <em>three<\/em> e <em>there.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Alveolar:<\/strong> esse ponto articulat\u00f3rio inclui o movimento da extremidade (\u00e1pice ou l\u00e2mina) da l\u00edngua, em contato com o alv\u00e9olo, parte traseira&nbsp; dos dentes superiores frontais. Como um dos locais articulat\u00f3rios mais diversificados, pode realizar diferentes modos de execu\u00e7\u00e3o sonora, podendo produzir consoantes como: \/ t \/; \/ d \/; \/ n \/; \/ s \/;&nbsp; \/ z \/; e \/ l \/. Como exemplos, mencionamos as palavras auxiliares <em>do<\/em> e <em>does<\/em>, que possuem, no caso da segunda, dois sons consonantais produzidos na regi\u00e3o. Similarmente ocorre com a palavra <em>tennis<\/em>, tal que<em> <\/em>possui tr\u00eas consoantes alveolares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. Alveopalatal:<\/strong> conhecido em ingl\u00eas como <em>Palato-alveolar<\/em>, ocorre quando a parte m\u00e9dia da l\u00edngua (dorso) encosta ou se aproxima da regi\u00e3o central do palato duro (c\u00e9u da boca); e pode resultar em sons como: \/ \u02a7 \/, \/ \u02a4 \/, \/&nbsp; \u0283 \/ e \/ \u0292 \/. A palavra <em>chair <\/em>demonstra um dos sons presentes na explica\u00e7\u00e3o, assim como <em>job.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. Palatal: <\/strong>com apenas um som presente na l\u00edngua inglesa: \/ j \/; reconhecido, por exemplo, na palavra <em>you,<\/em> esse local de articula\u00e7\u00e3o pode ser ativo pela aproxima\u00e7\u00e3o da parte inicial da l\u00edngua (tamb\u00e9m intitulada de l\u00e2mina) com a regi\u00e3o final do palato duro (c\u00e9u da boca).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7. Velar: <\/strong>hom\u00f4nimo \u00e0 l\u00edngua inglesa, \u00e9 ativado quando a regi\u00e3o de tr\u00e1s da l\u00edngua encontra o palato mole (parte traseira do c\u00e9u da boca), e produz sons como: \/ k \/, \/ \u0261 \/ e \/ \u014b \/. Com o objetivo de demonstrar os fonemas isolados, exemplos como a palavra <em>king <\/em>podem ser utilizados para explicar n\u00e3o somente os sons presentes, mas como a diferencia\u00e7\u00e3o entre os sons \/ \u0261 \/ e \/ \u014b \/.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8. Glotal: <\/strong>denominado na l\u00edngua inglesa como <em>Glottal<\/em>, ocorre quando as dobras, v\u00ednculos ou pregas vocais s\u00e3o estimuladas, resultando no som \/ h \/. Expressos nas palavras <em>here <\/em>e <em>has, <\/em>por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>9. Velar-labial: <\/strong>nomeado em ingl\u00eas como <em>Labial-velar<\/em>, o local de articula\u00e7\u00e3o \u00e9 ativo no momento em que, concomitantemente, os l\u00e1bios se contraem e, em seguida, se abrem; e a l\u00edngua, r\u00edgida, em posi\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, posiciona-se para articular os sons das vogais que seguem. Esse \u00e9 o exemplo do som inicial do auxiliar <em>will<\/em> (\/ w \/).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia de aprendermos\/ensinarmos esses locais articulat\u00f3rios em aulas de ingl\u00eas, e como abord\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, frisamos a import\u00e2ncia de estimular a consci\u00eancia fon\u00e9tica e fonol\u00f3gica em aprendizes de ingl\u00eas, informando-lhes os principais \u00f3rg\u00e3os de fala na produ\u00e7\u00e3o sonora. Al\u00e9m disso, enquanto conte\u00fados interessantes para aprendizagem \u2013 para quaisquer n\u00edveis de profici\u00eancia \u2013, defendemos que o ensino desses t\u00f3picos devam, eventualmente, fazerem-se presentes em aulas que priorizem a pron\u00fancia e a comunica\u00e7\u00e3o. Reconhecemos, todavia, que, por quest\u00f5es did\u00e1ticas, estes conhecimentos possam ser lecionados conforme as d\u00favidas e dificuldades dos discentes, e que suas nomenclaturas n\u00e3o sejam priorizadas, mas antes que o foco mantenha-se em representa\u00e7\u00f5es visuais e nos locais de produ\u00e7\u00e3o, propriamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugerimos, ainda, que tanto um espelho de m\u00e3o, pequeno, possa ser levado a encontros presenciais, enquanto que, em aulas on-line, sejam portadas figuras detalhadas dessas regi\u00f5es articulat\u00f3rias. Indicamos, tamb\u00e9m, a exemplifica\u00e7\u00e3o de sons semelhantes aos detalhados nesta p\u00e1gina (quando produzidos nos mesmos locais de execu\u00e7\u00e3o). Exemplos podem ser encontrados no website: <a href=\"https:\/\/www.internationalphoneticassociation.org\/IPAcharts\/IPA_chart_orig\/pdfs\/IPA_Kiel_2020_full.pdf\">https:\/\/www.internationalphoneticassociation.org\/IPAcharts\/IPA_chart_orig\/pdfs\/IPA_Kiel_2020_full.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARLEY, P.; MEES, I. M. <strong>English phonetics and pronunciation practice<\/strong>. Routledge, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>SEARA, I. C.; NUNES, V. G.; VOLC\u00c3O, C. L. <strong>Fon\u00e9tica e fonologia do portugu\u00eas brasileiro: <\/strong>2\u00ba per\u00edodo. Florian\u00f3polis: LLV\/CCE\/UFSC, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>IPA CHARTS. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.internationalphoneticassociation.org\/IPAcharts\/IPA_chart_orig\/pdfs\/IPA_Kiel_2020_full.pdf\">https:\/\/www.internationalphoneticassociation.org\/IPAcharts\/IPA_chart_orig\/pdfs\/IPA_Kiel_2020_full.pdf<\/a>. Acesso em 2 jul. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Raffael Sansivieri Franco de Godoy<\/strong> e <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong>.Revis\u00e3o por <strong>Nat\u00e1lia Rosalen de Castro<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta p\u00e1gina do projeto, objetivamos discutir, brevemente, os locais de articula\u00e7\u00e3o em que os sons mais comuns do ingl\u00eas podem ser produzidos. Buscaremos incluir, nesse estudo, alguns exemplos e dicas pr\u00e1ticas sobre o tema, como tamb\u00e9m abordar o ensino desses conhecimentos na aula de ingl\u00eas.&nbsp; 1. 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