{"id":1836,"date":"2025-07-02T16:59:01","date_gmt":"2025-07-02T19:59:01","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1836"},"modified":"2025-07-02T17:00:01","modified_gmt":"2025-07-02T20:00:01","slug":"modos-de-articulacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/modos-de-articulacao\/","title":{"rendered":"Modos de articula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando discutimos o ensino da pron\u00fancia em ingl\u00eas, \u00e9 fundamental entender os modos de articula\u00e7\u00e3o, ou seja, os modos pelos quais os s\u00e3o, fisicamente, produzidos no aparelho fonador; podendo ser realizados na l\u00edngua, nos l\u00e1bios, nos dentes, no palato, etc. Esses modos de articula\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais para classificar as consoantes e guiar a forma como ensinamos os sons aos aprendizes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong>plosivas<\/strong>, por exemplo, s\u00e3o sons produzidos com uma obstru\u00e7\u00e3o completa do fluxo de ar, seguida por uma libera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (gerando uma breve \u201cexplos\u00e3o\u201d). No ingl\u00eas, essas consoantes incluem \/ p \/ como em \u201cpot\u201d, \/ b \/ como em \u201cbat\u201d, \/ t \/ como em \u201ctop\u201d, \/ d \/ como em \u201cdog\u201d, \/ k \/ como em \u201ccat\u201d e \/ g \/ como em \u201cgo\u201d. Uma distin\u00e7\u00e3o importante, segundo Ladefoged (2010), \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o entre plosivas orais e nasais, onde as primeiras&nbsp; s\u00e3o aquelas como \/ p \/ e \/ b \/. As nasais, como \/ m \/ em \u201cman\u201d, \/ n \/ em \u201cno\u201d e \/ \u014b \/ em \u201csing\u201d no ingl\u00eas, tamb\u00e9m envolvem uma obstru\u00e7\u00e3o completa da passagem do ar pela boca, mas permitem que o ar escape pelo nariz. Embora \/ m \/ e \/ n \/ ocorram em ambas as l\u00ednguas (ingl\u00eas e portugu\u00eas), \/ \u014b \/ \u00e9 espec\u00edfico do ingl\u00eas, enquanto \/ \u0272 \/ \u00e9 encontrado no portugu\u00eas. A distin\u00e7\u00e3o entre as oclusivas nasais e orais \u00e9 importante para entender e ensinar esses sons.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong>fricativas<\/strong> s\u00e3o sons onde o fluxo de ar \u00e9 parcialmente obstru\u00eddo, criando uma fric\u00e7\u00e3o constante e aud\u00edvel. Exemplos incluem \/ f \/ como em \u201cfish\u201d, \/ v \/ como em \u201cvan\u201d, \/ s \/ como em \u201csun\u201d, \/ z \/ como em \u201czoo\u201d, \/ \u0283 \/ como em &#8220;she&#8221;, e \/ \u0292 \/ como em &#8220;measure&#8221;. Exclusivamente \u00e0 l\u00edngua inglesa, encontramos tamb\u00e9m a fricativa glotal \/ h \/ como em \u201chat\u201d e as fricativas interdentais \/ \u03b8 \/ como em &#8220;think&#8221; e \/ \u00f0 \/ como em &#8220;this&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong>africadas<\/strong> s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o de plosivas e fricativas, come\u00e7ando com uma obstru\u00e7\u00e3o completa e liberando o ar em uma fric\u00e7\u00e3o. Os sons \/ t\u0283 \/ como em &#8220;chop&#8221; e \/ d\u0292 \/ como em &#8220;judge&#8221; s\u00e3o exemplos sonoros existentes tanto no ingl\u00eas quanto no portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>tepe<\/strong> [\u027e], que ocorre tanto no portugu\u00eas quanto no ingl\u00eas americano, \u00e9 caracterizado por uma r\u00e1pida obstru\u00e7\u00e3o do fluxo de ar, como no som de \/ t \/ em \u201cbetter\u201d na pron\u00fancia americana. A <strong>retroflexa<\/strong>, que envolve o levantamento e curvatura da l\u00edngua em dire\u00e7\u00e3o ao palato duro, \u00e9 presente em ambas as l\u00ednguas e \u00e9 fundamental no ensino de sons como o \/ \u0279 \/ em \u201cred\u201d no ingl\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O som<strong> lateral<\/strong> \/ l \/ \u00e9 comum tanto no ingl\u00eas quanto no portugu\u00eas, como em &#8220;light&#8221; e &#8220;luz&#8221;, onde o fluxo de ar passa pelos lados da l\u00edngua. No ingl\u00eas o \/ \u026b \/ (o &#8220;dark L&#8221;) aparece em contextos espec\u00edficos, como no final da palavra &#8220;ball&#8221; e na palavra \u201cmilk\u201d. <strong>Aproximantes<\/strong> como \/ r \/, \/ w \/, e \/ j \/ em ingl\u00eas, como em &#8220;run&#8221;, &#8220;wet&#8221;, e &#8220;yes&#8221;, n\u00e3o causam fric\u00e7\u00e3o significativa, mas ainda s\u00e3o cruciais para uma pron\u00fancia clara.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos modos de articula\u00e7\u00e3o, o ponto de articula\u00e7\u00e3o \u2013 ou onde a obstru\u00e7\u00e3o ocorre na boca \u2013 \u00e9 igualmente importante. Os sons s\u00e3o classificados de acordo com pontos como bilabial, labiodental, interdental, alveolar, alveopalatal, palatal, velar e glotal. Por exemplo, os sons bilabiais como \/ p \/ e&nbsp; \/ b \/ s\u00e3o produzidos com os l\u00e1bios juntos, enquanto os labiodentais \/ f \/ e \/ v \/ s\u00e3o formados com os dentes superiores tocando o l\u00e1bio inferior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que um grau superior de naturaliza\u00e7\u00e3o da L\u00edngua Materna em adultos, quando comparado a crian\u00e7as, pode gerar um desafio em rela\u00e7\u00e3o ao aprendizado da pron\u00fancia de uma segunda l\u00edngua. De acordo com Gilakjani e Ahmadi (2011), a principal dificuldade enfrentada pelos alunos em sala de aula seria a falta de conhecimento das diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o sonora da l\u00edngua alvo quando comparada \u00e0 L\u00edngua Materna. Por meio de um maior conhecimento fon\u00e9tico, professores podem auxiliar seus alunos com tal obst\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, promover uma consci\u00eancia fon\u00e9tica em seus alunos pode atuar como uma ferramenta para trabalhar sobre o preconceito lingu\u00edstico e uma poss\u00edvel \u201cvergonha\u201d ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de determinados fones pouco comuns na L\u00edngua Materna. Assim, trabalhar com essa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 vantajoso em contextos al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o ou recep\u00e7\u00e3o orais, expandindo a vis\u00e3o de mundo dos alunos, uma vez que cada l\u00edngua apresenta caracter\u00edsticas sonoras pr\u00f3prias.<\/p>\n\n\n\n<p>Como apresentado anteriormente, as diferen\u00e7as na pron\u00fancia em ingl\u00eas s\u00e3o essenciais tanto para a produ\u00e7\u00e3o, quanto para a compreens\u00e3o oral por parte dos alunos. \/ i: \/ e \/ \u026a \/ s\u00e3o, inicialmente, ambos ligados \u00e0 vogal \u201cI\u201d, por\u00e9m a dura\u00e7\u00e3o interfere no sentido quando realizadas dentro de uma palavra. Quando a vogal longa \/ i: \/ produz \u201csheep\u201d e a vogal breve \/ \u026a \/ resulta em \u201cship\u201d, uma confus\u00e3o entre elas pode impactar na compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ensino dos modos de articula\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas, tanto para consoantes quanto para vogais, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de classificar sons, mas de entender as sutilezas de como esses sons s\u00e3o produzidos e como afetam a comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante, ademais, que o professor se atente a poss\u00edveis dificuldades provenientes de quest\u00f5es f\u00edsicas durante a pr\u00e1tica realizada pelos alunos, com a inten\u00e7\u00e3o de evitar poss\u00edveis constrangimentos e uma retra\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>RISSI, N. C.<strong> <\/strong><em>A fon\u00e9tica na sala de aula do ingl\u00eas<\/em>. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Bacharelado em Letras). Universidade Estadual J\u00falio de Mesquita Filho &#8211; Faculdade de Ci\u00eancias e Letras de Araraquara, Araraquara, p. 26. 2012.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>LADEFOGED, P.; JOHNSON, K. <em>A course in phonetics<\/em>. Wadsworth Publishing Company, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>GILAKJANI, A.; AHMADI, A. A study of factors affecting EFL learners&#8217; English listening comprehension and the strategies for improvement. <em>Journal of Language Teaching and Research,<\/em> v. 2, n. 5, p. 977-988, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por<strong> Laura Ferri Pulgatti <\/strong>e <strong>Nat\u00e1lia Rosalen de Castro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Profa. Dra. Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando discutimos o ensino da pron\u00fancia em ingl\u00eas, \u00e9 fundamental entender os modos de articula\u00e7\u00e3o, ou seja, os modos pelos quais os s\u00e3o, fisicamente, produzidos no aparelho fonador; podendo ser realizados na l\u00edngua, nos l\u00e1bios, nos dentes, no palato, etc. Esses modos de articula\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais para classificar as consoantes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1836","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1836"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1839,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1836\/revisions\/1839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}