{"id":1844,"date":"2025-07-02T17:19:27","date_gmt":"2025-07-02T20:19:27","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1844"},"modified":"2025-07-02T17:23:47","modified_gmt":"2025-07-02T20:23:47","slug":"fonemas-t-e-d-como-sao-produzidos-e-como-podemos-ensina-los","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/fonemas-t-e-d-como-sao-produzidos-e-como-podemos-ensina-los\/","title":{"rendered":"Fonemas \/ t \/ e \/ d \/: produ\u00e7\u00e3o e ensino"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta p\u00e1gina de nosso projeto, realizamos uma breve apresenta\u00e7\u00e3o dos aspectos f\u00edsicos e ac\u00fasticos referentes a produ\u00e7\u00e3o dos sons \/ t \/ e \/ d \/, de forma comparativa, classificativa (referente \u00e0 suas classes fon\u00e9ticas) e did\u00e1tica. Al\u00e9m disso, propomos algumas reflex\u00f5es quanto ao ensino desses fonemas na sala de aula de ingl\u00eas, problematizando sua influ\u00eancia para a comunica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caracter\u00edsticas ac\u00fasticas e articulat\u00f3rias dos sons&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Iniciando com o \/ t \/, ele \u00e9 caracterizado por um som de natureza <strong>plosiva<\/strong>, podendo ser produzido de algumas formas diferentes na boca, neste caso, <strong>dental<\/strong>, <strong>alveolar<\/strong>, ou mesmo <strong>p\u00f3s-alveolar<\/strong>. Ademais, tamb\u00e9m se trata de um som <strong>desvozeado<\/strong>, n\u00e3o realizando a vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais<strong>.<\/strong> Sendo assim, sua realiza\u00e7\u00e3o prev\u00ea que, a princ\u00edpio, a l\u00edngua esteja posicionada com a ponta contra a regi\u00e3o logo atr\u00e1s dos dentes superiores, bloqueando a passagem do ar, a qual deve ser liberada rapidamente. Desse modo, esse ar projeta uma pequena explos\u00e3o, produzindo o som esperado. Algumas palavras em que esta realiza\u00e7\u00e3o ocorre de modo claro s\u00e3o <em>tap<\/em> e <em>time<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A pron\u00fancia de \/ d \/, por sua vez, apresenta algumas caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 anterior, sendo tamb\u00e9m um som de natureza plosiva e podendo ser realizado de forma <strong>dental<\/strong>, <strong>alveolar<\/strong> e <strong>p\u00f3s-alveolar<\/strong>. No entanto, ele se difere uma vez que \u00e9 <strong>vozeado<\/strong>. Assim, ao produzi-lo, o processo \u00e9 semelhante, por\u00e9m prev\u00ea a vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais durante sua realiza\u00e7\u00e3o, lhe distinguindo de \/ t \/. Algumas palavras em que a pron\u00fancia de \/ d \/ \u00e9 clara s\u00e3o <em>dice<\/em> e <em>day<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tais sons tamb\u00e9m estejam presentes no portugu\u00eas e em outras l\u00ednguas da mesma forma como descrita acima, \u00e9 interessante destacar que, na l\u00edngua inglesa, ela pode ocorrer de forma mais marcada. O fen\u00f4meno da \u201caspira\u00e7\u00e3o\u201d pode acontecer na produ\u00e7\u00e3o de \/ t \/, resultado de uma maior quantidade de ar presente na pron\u00fancia de falantes de ingl\u00eas. Devido a este acontecimento, o som acaba soando mais forte na l\u00edngua inglesa. Isso n\u00e3o ocorre com \/ d \/, uma vez que \u00e9 vozeado, ocorrendo a vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXejgkbP8R8JNYOUGQkyoVVnFLLQaAITSjr6dc0PIlVAXpuV7YDIqYsr5tAAyFG1234tDru-eiKQTRrO-5uoIfHt5Giek30K0gUJYHrUj6Puv3yo1uhDovqvEwCxqv6cGDVsN2ZJYw?key=z9TLrSSFNdtqetnSdSdcbCHV\" alt=\"\" style=\"width:435px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Por que e como ensin\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Abordamos ambos estes segmentos sonoros de forma conjunta em nosso projeto, sobretudo porque s\u00e3o produzidos na mesma regi\u00e3o do aparelho fonador, e pela mesma t\u00e9cnica\/modo de articula\u00e7\u00e3o. \u00c0 essa raz\u00e3o, compreendemos que, por vezes, falantes da l\u00edngua inglesa podem confundir esses fonemas e escut\u00e1-los de maneira equivocada. Esses casos podem ser ainda mais recorrentes em enunciados de baixa qualidade ac\u00fastica, naqueles pronunciados rapidamente, ou nos cujos termos da senten\u00e7a s\u00e3o interligados (devido ao \u201cConnected Speech\u201d). Ensin\u00e1-los utilizando-se das seguintes dicas deve auxili\u00e1-lo a evitar confus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira estrat\u00e9gia did\u00e1tica que sugerimos se d\u00e1 por meio do uso de <strong>pares m\u00ednimos (1)<\/strong> Suas diferen\u00e7as fonol\u00f3gicas ficam claras por meio de exemplos lingu\u00edsticos como em <em>ball \/ doll, ten \/ den, tore \/ door, tip \/ dip, town \/ down, tart\/ dart, tie \/ die, hat \/ had, write \/ ride, sent \/ send<\/em>. Casos em que ambas as palavras n\u00e3o sejam estritamente iguais, mas disponham dos dois sons e, com isso, de alguma semelhan\u00e7a \u2013 como em <em>torn \/ dorm, tight \/ dice, trouble \/ double, tree \/ dream<\/em> \u2013, tamb\u00e9m podem e devem ser empregados. Textos aut\u00eanticos criados por intelig\u00eancia artificial (e eventualmente editados pelo professor), utilizando esses voc\u00e1bulos de forma coerente, auxiliam na sua contextualiza\u00e7\u00e3o em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>Um outro procedimento did\u00e1tico produtivo<strong> <\/strong>\u00e9 o uso de<strong> trava-l\u00ednguas (2)<\/strong> (<em>tongue twisters<\/em>) que repitam exageradamente ambos os sons. Senten\u00e7as que reiterem o uso de \/ t \/, como em <em>Tiny turtles tiptoed through ten tall trees<\/em>, e \/ d \/, <em>Daring dogs darted down the dark, damp ditch<\/em>, podem ser criativas e estimulantes. Trava-l\u00ednguas que mobilizem ambos os fonemas, como em <em>The dog dug deep, and the tiger tried to dodge it<\/em> ou <em>Timothy&#8217;s tiny toy truck tumbled down the dusty driveway<\/em>, devem funcionar como um excelente exerc\u00edcio avaliativo quanto a compreens\u00e3o de ambos os segmentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, enfatizamos a import\u00e2ncia do uso de <strong>materiais e repert\u00f3rios culturais e aut\u00eanticos (3)<\/strong> (n\u00e3o elaborados com prop\u00f3sitos pedag\u00f3gicos). M\u00fasicas como \u201cThe devil went down to Georgia\u201d e \u201cWhich of the pickwick triplets did it\u201d, a depender das especificidades dos aprendizes, permitem ao docente uma abordagem mais tem\u00e1tica, interessante e l\u00fadica no trabalho com esses sons. A \u00faltima, por exemplo, por pertencer a uma s\u00e9rie e musical (terceira temporada de \u201cOnly murders in the building\u201d), possibilita a abordagem de diversos assuntos, que podem compreender discuss\u00f5es como a resolu\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rios, gostos e o consumo por podcasts, amizades e rela\u00e7\u00f5es intergeracionais, o pr\u00f3prio conceito de musical, entre muitos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>As dicas previamente mencionadas podem auxiliar o trabalho com os fonemas em quest\u00e3o, todavia, compreendemos que o professor deve sempre ser cr\u00edtico quanto a quais estrat\u00e9gias e procedimentos deve utilizar com sua turma, de acordo com suas prefer\u00eancias e necessidades. Logo, sinta-se \u00e0 vontade para apropriar-se de nossas recomenda\u00e7\u00f5es e realizar as adequa\u00e7\u00f5es e modifica\u00e7\u00f5es que julgar necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas outras p\u00e1ginas desse projeto, voc\u00ea encontrar\u00e1 discuss\u00f5es similares a esta, abordando outros aspectos e segmentos do ingl\u00eas. N\u00e3o perca!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARLEY, P.; MEES, I. M.<em> English phonetics and pronunciation practice<\/em>. Routledge, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>CELCE-MURCIA, M. <em>et al<\/em>. <em>Teaching pronunciation:<\/em> a course book and reference guide. Cambridge University Press, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Profa. Dra. Vivian N\u00e1dia Ribeiro De Moraes Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem por <strong>Renato da Silva Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta p\u00e1gina de nosso projeto, realizamos uma breve apresenta\u00e7\u00e3o dos aspectos f\u00edsicos e ac\u00fasticos referentes a produ\u00e7\u00e3o dos sons \/ t \/ e \/ d \/, de forma comparativa, classificativa (referente \u00e0 suas classes fon\u00e9ticas) e did\u00e1tica. Al\u00e9m disso, propomos algumas reflex\u00f5es quanto ao ensino desses fonemas na sala de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"class_list":["post-1844","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1844"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1844\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1849,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1844\/revisions\/1849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}