{"id":1853,"date":"2025-07-02T17:29:01","date_gmt":"2025-07-02T20:29:01","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1853"},"modified":"2025-07-02T17:29:01","modified_gmt":"2025-07-02T20:29:01","slug":"fonemas-t%ca%83-e-d%ca%92-producao-e-ensino","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/fonemas-t%ca%83-e-d%ca%92-producao-e-ensino\/","title":{"rendered":"Fonemas \/t\u0283\/ e \/d\u0292\/: produ\u00e7\u00e3o e ensino"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste texto, realizamos uma breve apresenta\u00e7\u00e3o dos sons consonantais \/ t\u0283 \/ e \/ d\u0292 \/. Inicialmente, apresentaremos os fonemas, buscando explorar, comparativamente, as formas como s\u00e3o articulados e como podem ser categorizados. Em seguida, discutiremos algumas estrat\u00e9gias did\u00e1ticas que podem ser adotadas pelo professor de ingl\u00eas para abordar esses sons em sala de aula, priorizando, sobretudo, o est\u00edmulo da comunica\u00e7\u00e3o e fluidez das habilidades orais e de escuta de aprendizes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caracter\u00edsticas ac\u00fasticas e articulat\u00f3rias dos sons<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando observamos ambos os fonemas em quest\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel notar algumas similaridades acerca de sua articula\u00e7\u00e3o. Ambos se enquadram, segundo o IPA, como consoantes africadas, podendo ser caracterizadas como a combina\u00e7\u00e3o das plosivas com as fricativas em uma \u00fanica realiza\u00e7\u00e3o. A realiza\u00e7\u00e3o de ambos estes fonemas, portanto, ocorre quando h\u00e1, inicialmente, uma obstru\u00e7\u00e3o completa da passagem do ar e, apenas na soltura, o ar sai friccionado por esta obstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para ambos separadamente, \/ t\u0283 \/ \u00e9 denominado, portanto, como um som <strong>africado<\/strong>, <strong>\u00e1lveo-palatal<\/strong> e <strong>desvozeado<\/strong>. Ele \u00e9 produzido a partir dos movimentos j\u00e1 descritos anteriormente, com a inicial obstru\u00e7\u00e3o total, seguido pela fric\u00e7\u00e3o com esta no momento da soltura, no final de sua articula\u00e7\u00e3o. Sua caracter\u00edstica distintiva, portanto, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 vibra\u00e7\u00e3o das cordas voc\u00e1licas quando este som \u00e9 produzido, podendo ser percebido de modo claro nas palavras <em>chip (<\/em>\/\u02a7\u026ap\/<em>) <\/em>e <em>chart<\/em> (\/\u02a7\u0251rt\/).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, \/ d\u0292 \/ se enquadra enquanto um fonema <strong>africado<\/strong>, <strong>\u00e1lveo-palatal<\/strong> e <strong>vozeado. <\/strong>Sua articula\u00e7\u00e3o \u00e9 similar \u00e0 \/ t\u0283 \/, combinando elementos das consoantes plosivas e fricativas, se distinguindo apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vocaliza\u00e7\u00e3o, uma vez que \u00e9 um som vozeado, ou seja, o ar expelido faz com que as cordas vocais vibrem quando este fonema \u00e9 produzido. Este pode ser percebido com clareza em palavras como <em>gym<\/em> (\/\u02a4\u026am\/) e <em>jump <\/em>(\/\u02a4\u028cmp\/).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfPLp9ab9DPtdPEmPXEIR-dbYVVztQihCWPPPUEEGMQeFUwcad9wx1qH7zmdxdW7icXZlWwFEt7EILmj5K6-ZDZB2r4V2_lnlTNfhW4natzPc7T_BDcEem4EE-r7BXMOCsb5JIs?key=pHMPknDoZ1Xhsg__MHEx8Q\" alt=\"\" style=\"width:509px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Como ensin\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o a similaridade dos sons, a sua realiza\u00e7\u00e3o de forma parecida, os abordamos juntos quando pensamos em rela\u00e7\u00e3o ao seu ensino na l\u00edngua inglesa. Compreendemos, desse modo, que devido a suas equival\u00eancias, esses sons podem oferecer uma certa confus\u00e3o para os aprendizes, tanto em sua produ\u00e7\u00e3o quanto na percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a auxiliar em um entendimento inicial dos fonemas, pode se mostrar interessante que o professor explique qual jun\u00e7\u00e3o de outros sons os configuram. Como j\u00e1 discutido, as africadas s\u00e3o produzidas pela combina\u00e7\u00e3o de processos que ocorrem nas plosivas e nas fricativas. Dessa forma, explicar, em um primeiro momento, como \/ t\u0283 \/ \u00e9 similar a produ\u00e7\u00e3o dos sons \/ t \/ e \/ \u0283 \/, pronunciando ambos separadamente antes de junt\u00e1-los. Esse mesmo processo pode ser aplicado sobre o fonema \/ d\u0292 \/, apresentando inicialmente os sons \/ d \/ e \/ \u0292 \/ individualmente, em seguida praticando o fonema africado em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem outras formas com que estes sons podem ser apreendidos em sala de aula. O uso de <strong>pares m\u00ednimos (1)<\/strong>, a partir de palavras como <em>chew \/ Jew<\/em> ou <em>choke \/ joke<\/em>, podem permitir que os aprendizes captem as sutis distin\u00e7\u00f5es entre os fonemas. <strong>Travas-l\u00ednguas (2)<\/strong> tamb\u00e9m podem ser \u00fateis para essa fun\u00e7\u00e3o, por meio de ora\u00e7\u00f5es como <em>Charlie chopped cherry cheesecake cheerfully<\/em> ou <em>Jake enjoys jelly and jam in June<\/em>. Pensando em um contato mais pr\u00f3ximo com a pron\u00fancia destes sons em contextos mais naturais, a presen\u00e7a de <strong>m\u00fasicas e textos oralizados (3)<\/strong> tamb\u00e9m pode se revelar positiva em contextos de aprendizagem de l\u00edngua inglesa. Por fim, <strong>aux\u00edlios visuais (4)<\/strong>, como diagramas da boca e garganta que permitem que o aluno enxergue o modo como estas se comportam na produ\u00e7\u00e3o dos fonemas, oferecendo uma refer\u00eancia para que ele reproduza tal articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode encontrar, nas demais p\u00e1ginas do projeto, reflex\u00f5es e discuss\u00f5es similares a esta, abordando outros aspectos e segmentos da l\u00edngua inglesa. Lhe convidamos a explorar nossas outras abas, e se aventurar em t\u00f3picos que podem complementar as suas pr\u00e1ticas em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CELCE-MURCIA, M. <em>et al.<\/em> <em>Teaching pronunciation:<\/em> A course book and reference guide. Cambridge University Press, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>RISSI, N. C.<strong> <\/strong><em>A fon\u00e9tica na sala de aula do ingl\u00eas<\/em>. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Bacharelado em Letras). Universidade Estadual J\u00falio de Mesquita Filho &#8211; Faculdade de Ci\u00eancias e Letras de Araraquara, Araraquara, p. 26. 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Nat\u00e1lia Rosalen de Castro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Profa. Dra. Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens por <strong>Renato da Silva Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste texto, realizamos uma breve apresenta\u00e7\u00e3o dos sons consonantais \/ t\u0283 \/ e \/ d\u0292 \/. Inicialmente, apresentaremos os fonemas, buscando explorar, comparativamente, as formas como s\u00e3o articulados e como podem ser categorizados. 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