{"id":1859,"date":"2025-07-02T17:40:37","date_gmt":"2025-07-02T20:40:37","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1859"},"modified":"2025-07-02T17:40:37","modified_gmt":"2025-07-02T20:40:37","slug":"fonemas-%ce%b8-e-d-th-producao-e-ensino","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/fonemas-%ce%b8-e-d-th-producao-e-ensino\/","title":{"rendered":"Fonemas\u00a0 \/ \u03b8 \/ e \/ \u00f0 \/ (th): produ\u00e7\u00e3o e ensino"},"content":{"rendered":"\n<p>O objetivo principal desta p\u00e1gina do Projeto <strong>Ensino de Pron\u00fancia<\/strong> \u00e9 a discuss\u00e3o e exemplifica\u00e7\u00e3o dos sons \/ \u03b8 \/ (presente em <em>through<\/em>) e \/ \u00f0 \/ (presente em <em>that<\/em> e <em>this<\/em>), que, apesar de serem dois sons distintos, s\u00e3o representados, na escrita, igualmente por <em>\u201cth\u201d<\/em>. Posteriormente, abriremos a discuss\u00e3o para o pensamento de estrat\u00e9gias did\u00e1ticas para a inser\u00e7\u00e3o do ensino desses sons dentro de salas de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, \u00e9 importante ressaltar que os sons de <em>\u201cth\u201d<\/em> em <strong>ingl\u00eas<\/strong> possuem um lugar de articula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 presente na <strong>l\u00edngua portuguesa<\/strong>, fazendo com que sejam um objeto de dificuldade de compreens\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o para falantes de portugu\u00eas. Portanto, se torna crucial a exemplifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica desse local articulat\u00f3rio desconhecido para os estudantes. Dessa forma, a substitui\u00e7\u00e3o dos sons \/ \u03b8 \/ e \/ \u00f0 \/ por \/ t \/, \/ d \/, \/ s \/ e at\u00e9 mesmo \/ z \/ ocorre frequentemente por falantes de <strong>portugu\u00eas<\/strong> ao terem contato com a <strong>pron\u00fancia<\/strong> da <strong>l\u00edngua inglesa<\/strong>. Reconhecemos, portanto, que a articula\u00e7\u00e3o alveolar se torna a regi\u00e3o mais pr\u00f3xima, por falantes de portugu\u00eas, para a realiza\u00e7\u00e3o do fonema, por\u00e9m, essas substitui\u00e7\u00f5es podem eventualmente causar problemas na produ\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o do outro. Por exemplo, as palavras <em>thought<\/em> (\/\u03b8\u0254\u02d0t\/) e <em>taught <\/em>(\/t\u0254\u02d0t\/) s\u00e3o diferenciadas apenas pela produ\u00e7\u00e3o do som \/ \u03b8 \/ e \/ t \/, portanto, a substitui\u00e7\u00e3o desses sons muitas vezes resulta na incerteza de qual palavra est\u00e1 sendo falada.<\/p>\n\n\n\n<p>Abordando os <strong>modos e lugares de articula\u00e7\u00e3o<\/strong> necess\u00e1rios para a produ\u00e7\u00e3o desses sons, percebe-se que os dois s\u00e3o produzidos do mesmo modo e tamb\u00e9m no mesmo lugar de articula\u00e7\u00e3o, fazendo com que a \u00fanica diferen\u00e7a entre eles seja o <strong>vozeamento<\/strong> em \/ \u00f0 \/ e o <strong>desvozeamento<\/strong> em \/ \u03b8 \/. Esses sons podem ser classificados como <strong>consoantes fricativas dentais<\/strong>, ou seja, s\u00e3o produzidas pela libera\u00e7\u00e3o de ar enquanto h\u00e1 uma obstru\u00e7\u00e3o causada pela l\u00edngua. Por\u00e9m, essa obstru\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de forma que a ponta da l\u00edngua se posiciona entre os dentes de cima e de baixo, como \u00e9 poss\u00edvel observar na imagem abaixo:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeeOS9tBtn9tY_h0Wu5hhypZy6adpWAdgFymzJO5waPEXMeUadm7b7WFpHl1G9jPxKxbM2yzPRN-60Wh8zp9wvWabAP-MMv6kAoOcx9j9Rr0m9bIzEStEGYwD1TG96ilcJeGsmSOg?key=Ayto785DTM-hbV2cVj1_9A\" alt=\"\" style=\"width:436px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 justamente a <strong>posi\u00e7\u00e3o da l\u00edngua<\/strong> que torna a produ\u00e7\u00e3o desses sons mais complexa por falantes da <strong>l\u00edngua portuguesa<\/strong>, considerando que n\u00e3o estamos acostumados com esse movimento articulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ensino desses sons em espec\u00edfico, \u00e9 necess\u00e1rio retomar alguns conceitos sobre <strong>inteligibilidade<\/strong>, apresentados na aba de introdu\u00e7\u00e3o do Projeto <strong>Ensino de Pron\u00fancia<\/strong>, nomeada como <a href=\"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/ensino-de-pronuncia-e-inteligibilidade\/\">\u201cEnsino de Pron\u00fancia e Inteligibilidade\u201d<\/a>, sobre a possibilidade de alguns sons n\u00e3o terem influ\u00eancia significativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o da mensagem a ser passada. Neste caso, o som do <em>th<\/em> na <strong>l\u00edngua inglesa<\/strong> entra no aspecto abordado, portanto, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio a fixa\u00e7\u00e3o desse som em espec\u00edfico, uma vez que a sua produ\u00e7\u00e3o pode, ou n\u00e3o, interferir no objetivo comunicativo. Por\u00e9m, o conhecimento desses sons \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, tanto para alunos iniciantes quanto para alunos avan\u00e7ados no aprendizado da l\u00edngua, j\u00e1 que esses sons ir\u00e3o se manifestar na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto principal para o ensino e compreens\u00e3o dos fonemas \/ \u03b8 \/ e \/ \u00f0 \/ \u00e9 o <strong>posicionamento da l\u00edngua<\/strong>, portanto, algumas estrat\u00e9gias podem ser utilizadas com o aux\u00edlio de sons j\u00e1 conhecidos pelos alunos, como, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o dos sons \/ s \/ e \/ z \/, que possuem o mesmo <strong>modo de articula\u00e7\u00e3o<\/strong>, se diferenciando apenas pelo <strong>lugar de articula\u00e7\u00e3o<\/strong>. Um exerc\u00edcio relevante a ser feito com esses exemplos \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de \/ s \/ e \/ z \/ por si s\u00f3, para a identifica\u00e7\u00e3o de como s\u00e3o produzidos e, ent\u00e3o, a partir da produ\u00e7\u00e3o desses fonemas, pedir aos alunos que desloquem a l\u00edngua para a <strong>posi\u00e7\u00e3o dental<\/strong>, emulando a produ\u00e7\u00e3o de \/ s \/ e \/ z \/, fazendo com que os sons de \/ \u03b8 \/ e \/ \u00f0 \/ se manifestem naturalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, <strong>trava-l\u00ednguas<\/strong> tamb\u00e9m podem ser utilizados como uma forma de \u201cdesafio\u201d para os alunos. Por exemplo: <em>This thin that thatch<\/em> ou <em>He threw three free throws<\/em>. Sinta-se livre para criar os seus pr\u00f3prios <strong>trava-l\u00ednguas<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARR, E. B. <em>Teaching the th Sounds of English<\/em>. <em>TESOL Quarterly<\/em>, v. 1, 1967.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Raffael Sansivieri Franco de Godoy<\/strong> e <strong>Vitor Magalh\u00e3es Dias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Laura Ferri Pulgatti<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem por <strong>Renato da Silva Caruzzo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O objetivo principal desta p\u00e1gina do Projeto Ensino de Pron\u00fancia \u00e9 a discuss\u00e3o e exemplifica\u00e7\u00e3o dos sons \/ \u03b8 \/ (presente em through) e \/ \u00f0 \/ (presente em that e this), que, apesar de serem dois sons distintos, s\u00e3o representados, na escrita, igualmente por \u201cth\u201d. 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