{"id":1865,"date":"2025-07-02T17:50:26","date_gmt":"2025-07-02T20:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1865"},"modified":"2025-07-02T17:50:26","modified_gmt":"2025-07-02T20:50:26","slug":"fonemas-%ca%83-e-%ca%92-producao-e-ensino","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/fonemas-%ca%83-e-%ca%92-producao-e-ensino\/","title":{"rendered":"Fonemas\u00a0 \/ \u0283 \u00a0\/ e \/ \u0292 \/: produ\u00e7\u00e3o e ensino"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta se\u00e7\u00e3o do projeto, apresentamos uma an\u00e1lise dos aspectos f\u00edsicos e ac\u00fasticos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o dos sons \/ \u0283&nbsp; \/ e \/ \u0292 \/. Exploramos suas caracter\u00edsticas por meio de uma abordagem did\u00e1tica, com foco na compara\u00e7\u00e3o entre os fonemas e a sua categoriza\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica. Al\u00e9m disso, levantamos quest\u00f5es sobre como esses sons podem ser trabalhados no ensino de pron\u00fancia e como influenciam na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caracter\u00edsticas ac\u00fasticas e articulat\u00f3rias dos sons&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>A princ\u00edpio, o fonema \/ \u0283&nbsp; \/ \u00e9 classificado como uma consoante<strong> fricativa p\u00f3s-alveolar e n\u00e3o-vozeada<\/strong>. Dessa forma, a articula\u00e7\u00e3o desse fonema se d\u00e1 a partir do posicionamento da l\u00edngua pr\u00f3xima a regi\u00e3o atr\u00e1s dos dentes superiores, assim, uma passagem estreita entre a l\u00edngua entre o c\u00e9u da boca resulta em uma turbul\u00eancia durante a proje\u00e7\u00e3o do ar \u2013 realizada sem a vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais \u2013 produzindo um som<strong> sibilante<\/strong> . \u00c9 poss\u00edvel encontrar esses sons na l\u00edngua inglesa em palavras como: <em>show <\/em>( \/\u0283o\u028a\/ )<em>, wash (&nbsp; \/w\u0251\u02d0\u0283\/ ) <\/em>e<em> shark (\/\u0283\u0251\u02d0rk\/ ).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><\/em>Por outro lado, os processos articulat\u00f3rios necess\u00e1rios para a pron\u00fancia do fonema <strong>&nbsp;\/ <\/strong>\u0292<strong> \/ <\/strong>s\u00e3o muito semelhantes ao anterior, tamb\u00e9m sendo classificado como uma consoante<strong> fricativa p\u00f3s-alveolar<\/strong>, por\u00e9m o elemento que diferencia os dois fonemas \u00e9 o <strong>vozeamento<\/strong> do som <strong>&nbsp;\/ <\/strong>\u0292<strong> \/<\/strong>. Sendo assim, o posicionamento da l\u00edngua cont\u00ednua e a maneira em que o ar \u00e9 projetado continua a mesma, entretanto a vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais acontecer\u00e1, gerando um som mais suave. Esse fonema se manifesta em palavras como: <em>genre <\/em>( \/\u02c8\u0292\u0251\u02d0n.r\u0259\/ ) <em>&nbsp;, decision <\/em>(<em> <\/em>\/d\u026a\u02c8s\u026a\u0292\u0259n\/ )<em> e mirage<\/em> ( \/m\u026a\u02c8r\u0251\u02d0\u0292\/ ).<\/p>\n\n\n\n<p><em><\/em>A an\u00e1lise dos fonemas \/\u0283\/ e \/\u0292\/ evid\u00eancia que, mesmo que ambos compartilham de caracter\u00edsticas muito semelhantes, a diferen\u00e7a presente pela vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais desempenha um papel importante na comunica\u00e7\u00e3o, a partir da minimiza\u00e7\u00e3o de ambiguidades e produ\u00e7\u00f5es que possam causar confus\u00e3o ao receptor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que e como ensin\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em um primeiro momento, faz-se necess\u00e1rio que o professor sensibilize os alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas de ambos os sons em l\u00edngua inglesa, uma vez que os aprendizes podem apresentar dificuldades tanto na percep\u00e7\u00e3o quanto na produ\u00e7\u00e3o. Para isso, uma estrat\u00e9gia introdut\u00f3ria que poder\u00e1 ser utilizada \u00e9, ap\u00f3s a explica\u00e7\u00e3o acerca da articula\u00e7\u00e3o dos fonemas, pedir para que os alunos realizem a classifica\u00e7\u00e3o de palavras em que tais sons se apresentem como distintos. Assim, seria proveitoso que, nesta atividade, o docente selecionasse uma cole\u00e7\u00e3o de palavras em que os sons estivessem representados por conjuntos gr\u00e1ficos variados, para que os alunos percebessem a diversidade lexical atrav\u00e9s da qual ambos os fonemas s\u00e3o simbolizados (&lt;sh&gt; como em <em>ship<\/em>, &lt;ti&gt; como em <em>station<\/em>, e assim por diante). Dessa forma, atrav\u00e9s do <em>listening discrimination<\/em>, os estudantes poder\u00e3o perceber, mais claramente, tais fonemas em contextos lingu\u00edsticos controlados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a pr\u00e1tica com trava-l\u00ednguas \u00e9 uma escolha interessante para que esse tipo de conte\u00fado seja trabalhado em sala de aula. Sendo assim, o professor pode apresentar trava-l\u00ednguas j\u00e1 prontos (tais como \u201c<em>She sells sea shells by the sea shore. The shells she sells are surely sea shells. So if she sells shells on the seashore, I&#8217;m sure she sells seashore shells.<\/em>\u201d) ou escrever voc\u00e1bulos em que os fonemas s\u00e3o aparentes e, assim, pedir para que os estudantes montem os pr\u00f3prios <em>tongue-twisters<\/em>. Para tornar a tarefa ainda mais engajada e complexa, o professor poder\u00e1 sortear palavras entre os alunos, desafiando-os a criar frases com combina\u00e7\u00f5es, que poder\u00e3o se mostrar n\u00e3o convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u00e9 v\u00e1lido ressaltar que a integra\u00e7\u00e3o de diferentes situa\u00e7\u00f5es contribui para o aprendizado global dos estudantes. Assim, ao trabalhar com diferentes tipos de atividade, o educador estimula no\u00e7\u00f5es e conceitos pertencentes a diferentes n\u00edveis de an\u00e1lise lingu\u00edstica, tornando o processo de aquisi\u00e7\u00e3o mais completo. No entanto, cabe entender, em primeira medida, o contexto de sala de aula ao qual os alunos pertencem e, principalmente, faz-se preciso pensar na exequibilidade de tais din\u00e2micas a partir dos recursos de que se disp\u00f5e a institui\u00e7\u00e3o, o professor e os alunos. Desse modo, as propostas apresentadas aqui podem ser alteradas e flexibilizadas a depender dos fatores externos ao momento de aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARLEY, P.; MEES, I. M. <em>English phonetics and pronunciation practice<\/em>. Routledge, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>CELCE-MURCIA, M. <em>et al<\/em>. <em>Teaching pronunciation:<\/em> a course book and reference guide. Cambridge University Press, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Raffael Sansivieri Franco de Godoy<\/strong> e <strong>Vitor Magalh\u00e3es Dias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Vitor Xavier Gon\u00e7alves<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta se\u00e7\u00e3o do projeto, apresentamos uma an\u00e1lise dos aspectos f\u00edsicos e ac\u00fasticos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o dos sons \/ \u0283&nbsp; \/ e \/ \u0292 \/. 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