{"id":1868,"date":"2025-07-02T17:53:06","date_gmt":"2025-07-02T20:53:06","guid":{"rendered":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/?page_id=1868"},"modified":"2025-07-02T17:53:07","modified_gmt":"2025-07-02T20:53:07","slug":"fonemas-m-e-n-producao-e-ensino","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/fonemas-m-e-n-producao-e-ensino\/","title":{"rendered":"Fonemas\u00a0 \/ m \/ e \/ n \/ : produ\u00e7\u00e3o e ensino"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta p\u00e1gina do Projeto Ensino de Pron\u00fancia, daremos enfoque na produ\u00e7\u00e3o dos fonemas \/ m \/ e \/ n \/, pensando, em primeiro momento, como ambos os sons se constroem a partir de suas semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as segundo os par\u00e2metros de <strong>local<\/strong> e <strong>modo de articula\u00e7\u00e3o<\/strong>, al\u00e9m do crit\u00e9rio de <strong>vozeamento<\/strong>, o qual est\u00e1 presente em ambos. Em segundo momento, abordaremos estrat\u00e9gias did\u00e1ticas que viabilizam a sensibiliza\u00e7\u00e3o para tais sons na pr\u00e1tica do professor de l\u00edngua inglesa em sala de aula, pensando, justamente, nas contribui\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para os alunos em desenvolvimento na l\u00edngua alvo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caracter\u00edsticas ac\u00fasticas e articulat\u00f3rias dos sons<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da perspectiva fon\u00e9tica articulat\u00f3ria, o \/ m \/ se configura como uma consoante <strong>nasal<\/strong>, <strong>bilabial<\/strong> e <strong>vozeada<\/strong>. Isto significa que, a fim de produzir este som, ambos os l\u00e1bios devem estar em posi\u00e7\u00e3o momentaneamente fechada e o v\u00e9u palatal deve, simultaneamente, estar abaixado, uma vez que o fluxo de ar egressivo dos pulm\u00f5es escapa pelas cavidades nasais ao inv\u00e9s sair pela boca \u2013 como acontece nos sons oralizados. Dessa forma, apesar do fluxo de ar ressoar na cavidade oral, ele \u00e9 expelido apenas pela cavidade nasal, o que torna o som ligeiramente mais complexo de ser produzido quando comparados. Assim, em ingl\u00eas, temos a produ\u00e7\u00e3o de voc\u00e1bulos como <em>map<\/em>, <em>among <\/em>e <em>aim<\/em>, em que o fonema aparece em evid\u00eancia no in\u00edcio, meio e final das palavras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdAmMrnrjiNcS32u6WLJkwr8dV519rxtJ8WMzKWYv1bd0GJ-hEb0bo3MuEain49WHFsAR480dqVPTTZ3iZq5p4UGXq85we6Wre8EyIo6V6ryp_1G3Oouugi-skqOC5_LSxMDcIv?key=zimvjla-wULl5rMFqEt_VA\" style=\"width: 500px\"><\/p>\n\n\n\n<p>De outro modo, o fonema \/ n \/ configura-se como um som consonantal <strong>nasal<\/strong>, <strong>alveolar<\/strong> e <strong>vozeado<\/strong>, o que, em termos pr\u00e1ticos, indica que ele estabelece quase a mesma configura\u00e7\u00e3o do \/ m \/, mudando apenas o local de articula\u00e7\u00e3o, que passa a ser o alv\u00e9olo ao inv\u00e9s dos l\u00e1bios. Assim, para se produzir \/ n \/, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de realizar o bloqueio dos l\u00e1bios visto anteriormente: aqui, a ponta da l\u00edngua entre em contato com o alv\u00e9olo, como \u00e9 poss\u00edvel observar na figura a seguir.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdvkwpB5V49fTCD8tfo3S3A094JxCAhxDc8T107eG_O0OqsB3z-NgmBvrGCxd8GfWUEX-ZnsYShn0RQTi5R0Cul4yqByJox2JxHlZUr7dzB1AKPO_puuZnLjmkISE1Iykzx34uJ5Q?key=zimvjla-wULl5rMFqEt_VA\" alt=\"\" style=\"width:485px;height:auto\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Dessa forma, s\u00e3o produzidas as palavras <em>knee<\/em>, <em>honey<\/em> e <em>bargain<\/em> \u2013 que apresentam a mesma configura\u00e7\u00e3o sonora independentemente do lugar em que ocupa no voc\u00e1bulo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que e como ensin\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, o papel do educador \u00e9 garantir que a compreens\u00e3o de como esse som \u00e9 produzido atrav\u00e9s dos modos e lugares de articula\u00e7\u00e3o esteja efetivamente consolidada entre os alunos, o que pode ser realizado por meio de recursos visuais e de uma explica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via acerca dos processos articulat\u00f3rios envolvidos na produ\u00e7\u00e3o desses sons. Em seguida, dever\u00e1 ser apresentada a import\u00e2ncia do aprendizado e da diferencia\u00e7\u00e3o desses sons na pron\u00fancia, relacionando-os com a sua produ\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o. O conceito de <strong>pares m\u00ednimos<\/strong> \u00e9 uma das estrat\u00e9gias a ser empregada para que o aluno entenda a relev\u00e2ncia da fixa\u00e7\u00e3o desses sons; um exemplo a ser utilizado \u00e9 o das palavras <em>game <\/em>( \/ge\u026am\/ ) e <em>gain <\/em>( \/ge\u026an\/ ), em que se observa como a <strong>altera\u00e7\u00e3o de um fonema pode contribuir para o desentendimento<\/strong> ou para a confus\u00e3o quanto ao significado das palavras. Outros exemplos dessa primeira etapa s\u00e3o as palavras <em>beam<\/em> ( \/bi\u02d0m\/ ) e <em>bin<\/em> ( \/bi\u02d0n\/ ), bem como <em>sum<\/em> ( \/s\u028cm\/ ) e <em>sun <\/em>( \/s\u028cn\/ ).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, outras estrat\u00e9gias tamb\u00e9m podem ser adotadas, como a <strong>elabora\u00e7\u00e3o de frases<\/strong> em que os fonemas \/m\/ e \/n\/ se combinam, incentivando a emiss\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o desses sons em contextos em que aparecem abundantemente. Para facilitar a aplica\u00e7\u00e3o dessa t\u00e9cnica, podem ser utilizados esses exemplos de frases: <em>My neighbor named Nancy makes nice mango muffins<\/em> e <em>Mark and Nathan move nine massive mountains in the morning<\/em>, por\u00e9m, a constru\u00e7\u00e3o de senten\u00e7as tamb\u00e9m pode ser empregada como uma estrat\u00e9gia de ensino desses sons e vocabul\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma forma de tornar o aprendizado mais interativo \u00e9 incentivar os alunos a criarem frases que apresentem os fonemas estudados, utilizando seu vocabul\u00e1rio ou inserindo-os em um contexto no qual diversas palavras contendo esses sons s\u00e3o indicadas e organizadas de maneira coerente; por exemplo, <em>mom<\/em>, <em>notebook <\/em>e <em>new <\/em>podem resultar na frase <em>My mom\u2019s new notebook<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, ao integrar explica\u00e7\u00f5es detalhadas dos modos e lugares de articula\u00e7\u00e3o com o emprego de recursos visuais e estrat\u00e9gias interativas, o ensino dos fonemas torna-se uma experi\u00eancia din\u00e2mica e contextualizada que favorece a consolida\u00e7\u00e3o dos conceitos e aprimora a comunica\u00e7\u00e3o dos alunos. Essa abordagem, que inclui o uso de pares m\u00ednimos e a elabora\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma de frases, n\u00e3o s\u00f3 expande o vocabul\u00e1rio e a percep\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica, mas tamb\u00e9m estimula o pensamento cr\u00edtico e a criatividade dos estudantes. Contudo, \u00e9 <strong>fundamental lembrar que tais<\/strong> <strong>estrat\u00e9gias s\u00e3o flex\u00edveis<\/strong>, devendo ser adaptadas \u00e0 realidade e \u00e0s necessidades espec\u00edficas de cada turma, para que o processo de aprendizagem permane\u00e7a relevante e eficaz. A sensibilidade do professor ao contexto de sua aula revela-se como o pilar central para transformar esses m\u00e9todos em uma pr\u00e1tica educativa verdadeiramente significativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARLEY, P.; MEES, I. M. <em>English phonetics and pronunciation practice<\/em>. Routledge, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>SEARA, I. Z.; NUNES, V. G.; LAZZAROTTO-VOLC\u00c3O, C. <em>Fon\u00e9tica e fonologia do portugu\u00eas brasileiro<\/em>: 2\u00ba per\u00edodo. Florian\u00f3polis: LLV\/CCE\/UFSC, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto por <strong>Raffael Sansivieri Franco de Godoy<\/strong> e <strong>Vitor Magalh\u00e3es Dias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Revisado por <strong>Profa. Dra. Vivian N\u00e1dia Ribeiro de Moraes-Caruzzo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Imagens por <strong>Renato da Silva Caruzzo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta p\u00e1gina do Projeto Ensino de Pron\u00fancia, daremos enfoque na produ\u00e7\u00e3o dos fonemas \/ m \/ e \/ n \/, pensando, em primeiro momento, como ambos os sons se constroem a partir de suas semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as segundo os par\u00e2metros de local e modo de articula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do crit\u00e9rio de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1868","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1868"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1868\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1869,"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1868\/revisions\/1869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raple.fclar.unesp.br\/ingles\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}