Tags: conversation / conversação; mother tongue / língua materna; affective filter /
filtro afetivo; anxiety / ansiedade.
Objetivos:
● Promover um debate reflexivo
sobre ansiedade/medo na
aprendizagem de línguas;
● Realizar discussões voltadas para
a construção da identidade do
aprendiz na sua jornada de
aprendizagem;
● Incentivar o meta-conhecimento
(conhecimento sobre maneiras de
conhecer) do discente como falante
de uma língua
estrangeira/adicional
Tempo: 90 minutos.
Materiais:
● Caso a aula seja presencial
serão necessários os PDFs
impressos:
● Anexo 1 [Seções Artigo];
● Anexo 2 [Slideshow];
● Anexo 3 [Homework];
● Vídeos:
Etapa 1 (15 minutos)
Inicie a aula perguntando como estão os alunos. Então, brevemente, apresente o
tema da aula. Iniciar uma conversa introdutória importante para criar um ambiente
acolhedor entre professor(a) e alunos, além de já prepará-los para a conversa que
será iniciada. Então, sugere-se as seguintes perguntas-guia:
- Do you feel like a different person when you speak English compared to your
native language? - If you could ‘delete’ one fear about learning English (like grammar,
pronunciation, or listening), which one would it be and why? - Who is the person you feel most comfortable practicing English with? Explain
Etapa 2 (45 – 55 minutos)
A etapa está organizada entre duas seções as quais nomeamos, neste plano, de
Momentos, e que compreendem períodos distintos no processo da leitura e
discussão do texto selecionado.
Momento 1 (Leitura coletiva)
Nesta etapa, entregue o material principal (Anexo 1) e peça para que os alunos
realizem uma leitura atenta e silenciosa do texto, grifando palavras novas ou
desconhecidas. Solicite que cada aluno escolha três palavras destacadas e tente
identificar seus significados a partir do contexto apresentado no texto. Perguntas
como 1) What words did you highlight? e 2) Based on the context, which would you
say is their respective meaning? podem direcionar a discussão e passar o turno para
os discentes.
Em seguida, convide os alunos que se sentirem confortáveis a participar de uma
segunda leitura em voz alta, promovendo uma interpretação coletiva. Durante esse
momento, reserve alguns minutos para esclarecer dúvidas relacionadas ao
vocabulário, à pronúncia e à compreensão geral do texto.
Momento 2 (Discussão do texto)
Feita a leitura, utilize slides (Anexo 2) para criar uma roda de conversa, perguntando
sobre o sentimento dos alunos no processo de aprendizagem de uma nova língua, e
como se sentem enquanto falantes dela. Neste anexo, estão presentes as seguintes
perguntas:
- The paper mentions cooperative learning. Do you find working with peers to
be more helpful or more stressful for your language anxiety? Share a positive
or negative experience you’ve had with group work in a language class. - Looking back, if you could give your past self one piece of advice to better
manage the emotional rollercoaster of language learning, what would it be? - Beyond grammar and vocabulary, what is one emotional or psychological skill
(like being more patient with yourself, or being brave enough to make
mistakes) that you feel you’ve gained from learning another language? - Describe your ideal “learning environment” for a language class. Based on
your experience, what specific things can a teacher or classmates do to make
you feel motivated and safe to take risks?
Etapa 3 (25 minutos)
Para complementar a discussão, pode-se apresentar o vídeo (Vídeo 1) de uma
entrevista de Fernando Meirelles – diretor de filmes como “Cidade de Deus” (2002),
entre outros – no qual, ao ser perguntado se gostaria de se mudar para o exterior,
afirma que não se identifica com o inglês em nível significativo e afetuoso. O diretor
traz o exemplo de que a palavra mango tree referencia, somente, a uma árvore,
mas, em contraposição, “mangueira” o lembra de sua mãe e de sua infância. Após
isso, os estudantes são convidados a comentar, em duplas ou pequenos grupos, se
existem palavras, expressões ou memórias que possuem um significado especial em
sua língua materna e que seriam difíceis de traduzir para outro idioma.
Você também pode utilizar o vídeo de um diálogo da série norte-americana “Modern
Family” (Vídeo 2), em que Glória, uma personagem colombiana, desabafa frustrada
por não ter espaço e oportunidade para se comunicar em sua língua materna em
sua própria casa. Em sua fala, a personagem questiona o marido, e proclama: Do
you even know how smart I am in Spanish?.
O material evidencia, mais uma vez, a diferença entre as habilidades afetivas e
intelectuais que se manifestam entre a língua estrangeira e a materna. Como
continuidade da atividade, os estudantes podem discutir perguntas como:
- Do you feel different when speaking another language?
- In which language can you express your feelings and ideas better?
- Have you ever had difficulty showing your personality in another language?
- How does language shape our identity and where we feel we belong?
- Are there words, expressions, or memories in your native language that carry
a special feeling? Things that would be “lost in translation”?
Ao final, as reflexões podem ser compartilhadas com toda a turma, ampliando o
debate sobre identidade, linguagem e pertencimento.
Tarefa de casa:
Por fim, busque, novamente, relacionar o artigo interpretado anteriormente aos
vídeos, para ajudar os discentes a relembrarem das temáticas abordadas naquele
dia. Em seguida, sugere-se, que seja passada uma tarefa de casa (Anexo 3) nesta
proposta de atividade:
A tarefa consiste em escrever um pequeno relato pessoal dividido em dois
parágrafos: No primeiro 1), o aluno deve descrever a sensação de “perda de
personalidade” ao falar inglês. Usando o desabafo da personagem Glória como
referência, ele pode escrever sobre um momento em que se sentiu menos
inteligente, ou menos engraçado por não dominar totalmente o idioma, ou, mesmo,
apresentar um ponto de vista diferente.
No segundo parágrafo 2), o aluno deve focar na “conexão emocional” com as
palavras, inspirando-se na fala de Fernando Meirelles. Ele deve comparar uma
palavra em português que lhe traga boas lembranças (como “mangueira”, para o
diretor) com o equivalente em inglês. Para encerrar, o aluno deve escrever uma ideia
de como ele pode começar a criar memórias reais com o inglês, para que a língua
deixe de ser apenas um conteúdo de estudo e passe a fazer parte de quem ele é.
Observações: Sugere-se que sejam selecionadas de 15 a 20 minutos da aula para
a leitura do texto por parte dos alunos.
Autoria: Ana Catarina Guidelli Elisio.
Nível: B2/C1